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Angra promove intervenção simbólica na Ayrton Senna para marcar início dos 21 Dias de Ativismo

Nesta semana, quem passou pela Avenida Ayrton Senna, em Angra dos Reis, encontrou um cenário de forte impacto visual: cruzes brancas distribuídas pelo gramado, cada uma acompanhada de um balão vermelho com frases machistas como “Você é só minha” e “Mulher minha não sai vestida desse jeito”. A intervenção, realizada pela Prefeitura por meio da Secretaria de Segurança Pública, marcou o início da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, transformando o espaço urbano em um ponto de reflexão pública. A instalação simboliza vítimas de feminicídio e chama atenção para a naturalização de discursos que sustentam a violência de gênero.

A mobilização, que também celebra o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, reuniu autoridades municipais, representantes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da Patrulha Maria da Penha. Beth Brito, primeira-dama e secretária de Urbanização, ressaltou a importância do engajamento coletivo: “Esse tema deve ser debatido por todos. A violência contra a mulher atinge famílias inteiras. Não é uma pauta de um grupo, é de toda a sociedade”. O posicionamento reforça o compromisso do município com políticas integradas de prevenção, acolhimento e enfrentamento.

Equipes do Programa de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Proep-Mulher) também participaram da ação, destacando a urgência de romper ciclos de silêncio. “É em discursos machistas, que muita gente repete sem pensar, que a violência se alimenta”, afirmou Noemi Rodrigues. Já Danielle Neves lembrou que cada cruz representa uma vida interrompida: “Nossa luta é para que nenhuma outra mulher seja silenciada”. A intervenção convida a população a refletir sobre a responsabilidade individual e coletiva na desconstrução da cultura de violência e na construção de uma cidade mais segura para todas.