Apagões em Petrópolis reacendem alerta sobre fragilidade do sistema elétrico na Região Serrana
A recente sequência de quedas de energia em Petrópolis, provocada por fortes chuvas e quedas de árvores, voltou a expor a vulnerabilidade do sistema elétrico na Região Serrana. Diante dos apagões que deixaram bairros como Manga Larga, Bonsucesso e Santa Mônica sem fornecimento por até 72 horas, a Unita (Unidos por Itaipava) encaminhou, na última sexta-feira, um ofício à Enel Distribuição Rio cobrando explicações e a apresentação de um plano de contingência para situações de emergência.
Moradores relatam prejuízos significativos, como perda de alimentos e medicamentos, além de impactos diretos no comércio, em serviços de saúde e no trabalho remoto. A insatisfação resultou em protestos que chegaram a bloquear vias em regiões como Araras e Manga Larga, ampliando a sensação de insegurança e abandono.
Para a Unita, os episódios recentes acendem um sinal de alerta ainda maior com a proximidade do verão, período historicamente marcado por tempestades e interrupções prolongadas no fornecimento de energia. “Se antes mesmo da estação chuvosa já estamos enfrentando apagões tão longos, o cenário tende a ser ainda mais grave nos próximos meses”, afirmou o presidente da entidade, Alexandre Plantz.
A associação cobra da concessionária medidas concretas, como reforço operacional, manutenção preventiva da rede e maior transparência na comunicação com a população. Até o momento, segundo a Unita, não houve resposta objetiva da Enel sobre providências ou prazos para melhorias.
A preocupação também atinge o setor turístico, especialmente em Itaipava, onde o fluxo de visitantes aumenta no fim do ano. “Petrópolis não pode entrar no verão sem clareza sobre como a concessionária vai agir em situações de emergência”, destacou o secretário da Unita, Fabrício Santos. A entidade pressiona por informações detalhadas sobre equipes de prontidão, tempo de resposta e estratégias para evitar a repetição de apagões históricos que já marcaram a região.
Enquanto isso, moradores e empresários seguem apreensivos, temendo que a combinação de chuvas intensas e infraestrutura frágil volte a deixar bairros inteiros às escuras nos próximos meses.

