Cabo Frio articula parceria com INCRA para fortalecer comunidades quilombolas
A Secretaria Municipal de Cultura de Cabo Frio recebeu, nesta semana, uma comitiva do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para discutir ações voltadas às comunidades quilombolas do município. O encontro, conduzido pelo secretário Carlos Ernesto Lopes e com a participação de técnicos do INCRA, representantes da COGEAF, do IMUPAC e da SUPIR, marcou o início de uma articulação intersetorial voltada à inclusão social e ao resgate de direitos em áreas como cultura, saúde, educação e turismo.
“As comunidades quilombolas de Cabo Frio estavam esquecidas há mais de 11 anos. É compromisso desta gestão olhar para elas com respeito e responsabilidade”, afirmou o secretário.
Estudos para reconhecimento e regularização fundiária
Durante a reunião, Elisa Cunha, chefe da divisão de territórios quilombolas do INCRA/RJ, informou que estão em andamento estudos de identificação e delimitação das comunidades de São Jacinto, Maria Romana e Fazenda Espírito Santo. Realizadas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com recursos do Ministério da Igualdade Racial, as pesquisas incluem análises antropológicas e contam com acompanhamento técnico do INCRA. O objetivo é garantir regularização fundiária, assegurando direitos constitucionais e valorizando o patrimônio histórico e cultural dessas comunidades, com destaque também para seu potencial turístico como indutor de desenvolvimento sustentável.
Avanços no diálogo intersetorial
O encontro foi considerado um passo fundamental para fortalecer a parceria entre o município e o INCRA. “Estamos construindo um diálogo essencial para assegurar que as políticas públicas cheguem de fato às comunidades quilombolas”, destacou Elisa Cunha.
A iniciativa inaugura um novo ciclo de reconhecimento para populações que há décadas lutam por visibilidade, território e reparação histórica. Com a união de esforços, Cabo Frio avança no compromisso de promover dignidade, preservação cultural e inclusão social para suas comunidades tradicionais.

