Cão vítima de ataque com facão é resgatado em Barra Mansa após mobilização da comunidade
Na manhã deste domingo, no bairro Vila Elmira, em Barra Mansa, um ato coletivo de proteção marcou o fim de um episódio de extrema violência contra um animal. Rex, um cachorro que se tornou símbolo de resistência e solidariedade, foi resgatado pela Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais após ter sido brutalmente atacado com um facão por um morador na última quinta-feira.
O caso chocou a vizinhança, que presenciou o ataque e reagiu prontamente, acionando a polícia e prestando socorro ao animal. Antes mesmo da chegada do poder público, foram os próprios moradores que garantiram a sobrevivência de Rex. Eles ofereceram abrigo, alimentação e cuidados básicos, revezando-se para acompanhar o estado de saúde do cão ferido.
“Os moradores tiveram um papel fundamental nesse resgate. Eles cuidaram do Rex, alimentaram, fizeram curativos e não o abandonaram”, destacou o secretário municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais, Carlos Roberto Carvalho, conhecido como Beleza, ao ressaltar a importância da mobilização comunitária.
Após o resgate, Rex foi encaminhado ao Centro de Recuperação Integrada, onde passa por avaliação veterinária completa. O animal receberá os procedimentos necessários para tratar o ferimento, além de ser castrado e microchipado. O objetivo é garantir sua plena recuperação física e emocional para que, ao final do tratamento, possa ser encaminhado à adoção responsável.
O episódio reforça o alerta sobre a gravidade dos crimes de maus-tratos contra animais, previstos na legislação brasileira. “Denunciar é um ato de responsabilidade e de proteção à vida”, afirmou o secretário, ressaltando que o combate à violência depende da atuação conjunta entre população e poder público.
A Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais mantém canais abertos para denúncias de maus-tratos e abandono pelos telefones (24) 3029-9033 e (24) 98120-0153. Cada denúncia representa a possibilidade de salvar vidas e interromper ciclos de crueldade, mostrando que a compaixão e a ação coletiva podem transformar histórias marcadas pela violência em caminhos de cuidado e esperança.

