Casos de violência contra a mulher mobilizam rede de proteção em Volta Redonda
Volta Redonda tem registrado uma sequência de episódios graves de violência contra a mulher, com pelo menos quatro ocorrências recentes que resultaram na prisão de três homens por agressão, ameaça ou perseguição. Os casos, que acontecem em meio às manifestações nacionais contra o feminicídio, reforçam a importância do trabalho integrado entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Guarda Municipal, Polícia Civil e Assistência Social. As vítimas têm recebido atendimento emergencial, orientação jurídica, medidas protetivas e acompanhamento psicológico.
O episódio mais recente foi registrado na segunda-feira, quando a Guarda Municipal interveio em uma situação de perseguição envolvendo uma mulher de 38 anos, que já possuía medida protetiva contra o ex-companheiro. O suspeito, de 31 anos, foi localizado nas proximidades da residência da vítima, em atitude considerada intimidatória. Ele foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde o caso foi registrado conforme a Lei Maria da Penha.
No domingo, um homem de 43 anos foi preso em flagrante no bairro Voldac após agredir a companheira com socos, tapas e chutes. A mulher, que tentava encerrar o relacionamento, apresentava ferimentos na boca e foi encaminhada para exame de corpo de delito. No sábado, outra vítima procurou ajuda após ser agredida por seu parceiro dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Monte Castelo. Ela recebeu atendimento médico, e o agressor permanece foragido.
Também no fim de maio, um homem foi detido após esfaquear a ex-companheira e agredir a mãe dela. As duas foram socorridas, e o suspeito responde por tentativa de feminicídio, lesão corporal e roubo. A série de ocorrências evidencia a urgência de respostas rápidas e coordenadas para evitar novas tragédias.
Criada em 2016, a Patrulha Maria da Penha segue como uma das principais frentes de monitoramento das medidas protetivas no município. O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Henrique, destacou a relevância do trabalho: “Não podemos dar espaço para a violência. A Patrulha atua para prevenir conflitos e garantir o cumprimento da Lei Maria da Penha.”
Além da patrulha, o município dispõe do botão de pedido de ajuda, equipamento ligado ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp), capaz de acionar socorro imediato. Outro recurso é o Projeto Violeta, do Poder Judiciário, que acelera a análise e a concessão de medidas protetivas, frequentemente emitidas em até quatro horas. Diante do cenário atual, Volta Redonda busca fortalecer seus mecanismos de proteção e ampliar o suporte às vítimas.

