Drones auxiliam no desmonte de esquema de furto de água em Cabo Frio
O uso de drones pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Cabo Frio voltou a se destacar como ferramenta estratégica no combate a irregularidades no município. Nesta quinta-feira (22), imagens aéreas foram fundamentais para identificar e mapear um esquema de furto de água por meio de ligações clandestinas no bairro Parque Eldorado 2. A ação foi realizada pela concessionária Prolagos, em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio, com apoio integrado da Guarda Civil Municipal, da Polícia Civil e da Polícia Militar.
As imagens captadas pelo drone da Ronda Ostensiva Municipal Urbana (Romu) permitiram a localização de dois pontos principais de desvio. No primeiro local, foi identificada uma estrutura montada para a prática criminosa, onde uma retroescavadeira foi utilizada para expor oito tubulações responsáveis por direcionar água para duas cisternas, com capacidade total de 20 mil litros. A água era posteriormente bombeada para caminhões-pipa e comercializada de forma irregular.
Em outro ponto mapeado com auxílio aéreo, uma ligação clandestina instalada em um corredor abastecia dois imóveis. No terreno ao lado, as equipes encontraram canos de polietileno do tipo mangote, material de uso exclusivo da Prolagos, o que reforçou a comprovação do furto. Um terceiro imóvel também foi alvo da fiscalização, após as imagens indicarem a ausência de hidrômetro, a presença de tubulações da concessionária e bombas de alta pressão utilizadas para o abastecimento dos caminhões-pipa.
A confirmação da origem da água desviada foi feita por meio de teste de cloro realizado pela Prolagos, que atestou a conexão com a rede oficial de abastecimento. A concessionária já acompanhava a área em razão de denúncias, mas o uso dos drones foi decisivo para identificar com precisão os pontos de adulteração.
A operação evidenciou a importância do grupamento Romu, especializado no uso de tecnologia para ampliar a capacidade de monitoramento e dar maior eficiência às ações de fiscalização. Apesar da estrutura montada para o esquema, os responsáveis não foram localizados no momento da ação. O caso segue sob investigação das polícias Civil e Militar, que buscam identificar e responsabilizar os envolvidos no crime, responsável por prejuízos financeiros e impactos no abastecimento regular da região.

