Escola Firjan Sesi lança programa “Dever de Casa” para combater evasão no Ensino Médio
A Firjan Sesi, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), está implementando o programa Dever de Casa, um auxílio financeiro que totalizará R$ 3 mil por aluno até o fim do ano letivo. A iniciativa visa reduzir a evasão escolar entre jovens em vulnerabilidade social matriculados no Ensino Médio da rede Firjan Sesi no Rio de Janeiro. O benefício, já depositado nas contas dos estudantes, exige cumprimento de critérios como 80% de frequência, aprovação sem recuperação e notas mínimas de 60% em todas as disciplinas. “Esta é uma das nossas ações mais importantes para enfrentar uma tragédia silenciosa que amplifica desigualdades”, afirmou Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.
Histórias de superação e impacto social
Um dos exemplos de resistência é o de Samuel da Silva Alexandre, 19 anos, bolsista da Firjan SESI Laranjeiras. Morador de Campo Grande, ele enfrentou dificuldades para custear passagens de R$ 21 diárias e, mesmo com marmitas que às vezes estragavam, conseguiu apoio de amigos e da família para seguir estudando. Seu esforço rendeu-lhe uma vaga em Engenharia de Produção na Uerj. “Muitas vezes faltava dinheiro, mas priorizei a educação”, relatou Samuel. Casos como o dele ilustram a necessidade de políticas de permanência escolar, especialmente entre os mais pobres: apenas 46% concluem o Ensino Médio até os 24 anos, contra 94% entre os mais ricos.
Educação como ferramenta de transformação, Vinícius Cardoso, diretor de Educação da Firjan Senai Firjan, destacou que o programa complementa outras ações, como o ensino técnico integrado e atividades extracurriculares. “O apoio financeiro é estratégico, mas combinamos isso com pedagogia de projetos e estrutura de qualidade”, explicou. A parceria com o PNUD mapeou quase 100 experiências globais de combate à evasão, reforçando a eficácia de auxílios financeiros. Para Vinícius Mano, gerente de Educação Básica, iniciativas como essa são vitais: “Garantir que o aluno permaneça na escola é investir no futuro da indústria e da sociedade”.

