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Indústria brasileira encerra 2025 em ritmo fraco e acende alerta para 2026, aponta Firjan

A indústria brasileira terminou 2025 em um cenário de desaceleração e incerteza. Em dezembro, a produção industrial recuou 1,2% em relação a novembro, sinalizando a fragilidade do setor no fim do ano. No acumulado de 2025, o crescimento foi de apenas 0,6%, praticamente uma estagnação, segundo análise da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O desempenho tímido foi sustentado, sobretudo, pela indústria extrativa, que registrou expansão de 4,9%. Sem esse resultado, o quadro seria ainda mais adverso, já que a indústria de transformação – principal motor da atividade industrial – apresentou retração de 0,2% no período.

Para a Firjan, a perda de fôlego da indústria não é episódica, mas resultado de um ambiente econômico restritivo ao longo do ano. A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado, próximo de 15%, limitou o acesso ao crédito, freou investimentos e pressionou o capital de giro das empresas, comprometendo tanto a operação quanto a expansão da capacidade produtiva.

O cenário se projeta como um desafio adicional para 2026. A combinação entre incertezas fiscais, volatilidade do ambiente internacional e elevada percepção de risco tem levado empresários a adotar uma postura cautelosa, adiando projetos e reduzindo o ritmo de investimentos. Com isso, a perspectiva de uma retomada mais consistente no curto prazo permanece limitada.

Diante desse contexto, a Firjan defende a necessidade de reformas estruturais para reverter o ciclo de baixo dinamismo. A entidade avalia que a redução sustentável dos juros depende de um Estado mais eficiente e de maior previsibilidade macroeconômica. Apenas com um ambiente econômico mais estável e um custo de capital menor será possível destravar investimentos privados e fortalecer a competitividade da indústria nacional.