Maricá projeta sua força cultural no Festival de Cinema de Cartagena e consolida vocação para inovação e economia criativa
O município de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, marcou presença de forma destacada na 64ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), na Colômbia, apresentando-se como um novo polo de inovação cultural e economia criativa. O secretário de Cultura, Sady Bianchin, conduziu o painel “Maricá, Cidade das Utopias”, ao lado do presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), Claúdio Gimenez, e da vereadora Andrea Cunha.
Na apresentação, Bianchin destacou a cultura como ferramenta estratégica de transformação social e desenvolvimento sustentável. “Estamos investindo na cultura como pilar essencial para o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade. Recentemente, adquirimos projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer, que abrigarão novos equipamentos culturais, além da criação da primeira Universidade Livre de Carnaval do mundo”, afirmou. A proposta se inspira nas ideias do antropólogo Darcy Ribeiro sobre uma “nova civilização tropical”, reforçando a utopia como um horizonte político possível.
Maricá volta ao palco do FICCI nesta sexta-feira (4), em um novo painel que apresentará a cidade como polo audiovisual emergente do Brasil. A mesa contará com a coordenadora de Audiovisual da Secretaria de Cultura, Ana de Abreu; a gerente da Incubadora de Inovação Social em Cultura, Mariana Figueiredo; e a coordenadora da plataforma Maricá Filmes, Ana Tendler. A proposta é mostrar como o município tem estruturado políticas públicas e plataformas para o fomento da produção cultural, incentivando a criação de conteúdo local com alcance internacional.
A presença de Maricá no FICCI — o mais antigo festival de cinema da América Latina — não apenas posiciona o município no radar global da cultura e do audiovisual, como também cria pontes para futuras parcerias internacionais. Ao apostar na cultura como vetor de desenvolvimento, Maricá demonstra que é possível aliar inovação, inclusão social e valorização identitária na construção de um novo modelo de cidade.