Ponte do Castelo, em Itaipava, segue em situação crítica e sem definição de responsabilidade
Localizada na Estrada União e Indústria, a Ponte do Castelo, que liga a região à BR-040, permanece em condições precárias, mesmo após passar por uma reforma em 2022, orçada em R$ 111 mil pela Prefeitura. Construída em madeira e restrita a veículos leves, a estrutura apresenta buracos, tábuas soltas e desgaste acelerado, despertando preocupação entre motoristas e moradores quanto à segurança no local.
O movimento Unidos por Itaipava (Unita) tem cobrado uma solução definitiva para o problema, destacando a importância da ponte para a mobilidade no distrito. Entretanto, tanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) quanto o consórcio responsável pela BR-040 afirmam que a estrutura não está sob sua jurisdição, deixando a manutenção em um vácuo administrativo.
A insatisfação da comunidade aumentou após a instalação de cinco quebra-molas em um trecho de apenas 50 metros, medida considerada paliativa. “Itaipava não quer mais improvisos. Precisamos de intervenções consistentes”, afirma Alexandre Plantz, presidente da Unita. Segundo ele, apesar de pequena, a ponte é essencial para o fluxo entre a Estrada União e Indústria e a BR-040, e o descaso com sua conservação transforma o trajeto em um risco diário para os motoristas.
O secretário da Unita, Fabrício Santos, reforça que o problema da Ponte do Castelo reflete a falta de investimentos em infraestrutura viária na região. Ele cita casos semelhantes, como o da ponte do Arranha-Céu, que só recebeu melhorias após intensa mobilização popular. O movimento agora trabalha para incluir a estrutura no contrato de concessão da BR-040, cobrando soluções estruturais e permanentes.
“Não dá mais para conviver com medidas ineficientes. A população merece segurança e qualidade”, conclui Santos.

