Secretaria de Meio Ambiente monitora rompimento natural da Lagoa de Iriry em Rio das Ostras
A Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Rio das Ostras acompanha de forma permanente o rompimento natural da barra de areia que separa a Lagoa de Iriry do mar. O fenômeno, considerado cíclico e essencial para o equilíbrio do ecossistema costeiro, está sendo monitorado por guardas ambientais, que atuam para garantir que o processo ocorra de maneira natural e para coibir qualquer tipo de intervenção irregular.
As autoridades alertam que a abertura artificial da lagoa, realizada com máquinas ou qualquer ação humana sem autorização, configura crime ambiental. A prática é prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, e também é proibida pela legislação municipal, que exige análise técnica e licenciamento prévio para qualquer intervenção na área.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Ricardo Torres, a interferência humana pode provocar impactos severos. “A abertura artificial, forçada por máquinas, altera drasticamente o equilíbrio natural do ecossistema, gerando graves danos ambientais, sociais e econômicos”, afirmou.
A fiscalização tem como objetivo preservar o processo natural responsável pela regulação da salinidade, renovação das águas e manutenção da biodiversidade da lagoa. A secretaria reforça a importância da participação da população na proteção do espaço e orienta que qualquer atividade suspeita seja denunciada. “Estamos empenhados na preservação dos nossos recursos naturais e contamos com a população para denunciar qualquer ação contra o meio ambiente”, completou o secretário.

