Startup de Campos ganha destaque nacional com tecnologia para recuperação ambiental antes da COP 30
Com a proximidade da COP 30, que será sediada em Belém em 2025, o debate global sobre as mudanças climáticas ganha força — e uma startup de Campos dos Goytacazes surge como exemplo de inovação sustentável. A DAP, incubada na TEC Campos da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), foi destaque em uma reportagem especial do Jornal Nacional, exibida na última segunda-feira (27), que apresentou suas soluções tecnológicas voltadas à restauração ambiental e monitoramento inteligente de áreas verdes.
A empresa, fundada pelo engenheiro Felipe Paranhos, utiliza drones, sensores e modelagem de dados para transformar imagens de campo em indicadores precisos de recuperação florestal. “Monitorar bem é tão decisivo quanto plantar. A restauração é uma das soluções baseadas na natureza para a crise climática”, afirmou Paranhos, que comemora o reconhecimento nacional como um marco para o ecossistema de inovação campista.
O diferencial da DAP está na aplicação do conceito de Inteligência Territorial, que integra tecnologias como GNSS (sistema de navegação por satélite) e coletores de campo, permitindo a geração de mapas dinâmicos e relatórios em tempo real. “Decidimos melhor e em larga escala, unindo precisão e agilidade”, explica o fundador. A startup já atua em diversos estados, prestando serviços para ONGs como SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy, além de projetos internacionais de conservação.
O sucesso da DAP reflete o ambiente favorável à inovação em Campos. Com apoio do programa Startup Campus e de instituições como Faperj e Fundecam, a empresa registrou um salto expressivo — de R$ 1 mil para R$ 1 milhão de faturamento mensal em apenas um ano. “É uma prova de que nossa cidade pode gerar tecnologias de impacto nacional”, destacou Henrique da Hora, subsecretário de Ciência e Tecnologia.
Hoje, a plataforma da DAP oferece assinaturas de gestão territorial com acesso a dashboards que monitoram o crescimento de árvores nativas e áreas regeneradas, reforçando seu compromisso com o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e as metas globais de sustentabilidade.
Enquanto o mundo se prepara para a COP 30, o exemplo da DAP mostra que soluções locais podem ter alcance global, unindo tecnologia, natureza e propósito. “Não há plano B para o planeta”, resume Paranhos. “Estamos provando que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental.”

