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Técnico petropolitano vive tensão no México após onda de violência em Jalisco

O técnico de futebol Gustavo Leal, natural de Petrópolis, enfrentou momentos de tensão no México após uma escalada de violência ligada ao narcotráfico isolá-lo em um hotel na cidade de Tepatitlán, no estado de Jalisco.

Comandando o Tlaxcala FC, Leal se preparava para a partida contra o Tapatío, no último domingo, quando foi informado do adiamento do confronto por questões de segurança. A decisão ocorreu após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, fato que desencadeou uma onda de violência na região.

Desde então, a delegação permanece confinada no hotel, seguindo protocolos rígidos determinados pelas autoridades locais. Em contato com a reportagem, Leal relatou o clima de apreensão vivido pelo grupo. Segundo ele, após a confirmação do adiamento da partida, todos foram orientados a permanecer no local, sem autorização para sair, até que haja liberação oficial.

O estado de Jalisco entrou em alerta máximo, com fechamento de escolas, estabelecimentos comerciais e restrições no funcionamento de serviços, mantendo apenas atividades essenciais.

Apesar do cenário, o treinador demonstra tranquilidade quanto à segurança da equipe. Leal destacou que a Federação Mexicana, a Liga, o governo federal e o clube têm oferecido suporte e proteção integral à delegação. Ele também afirmou que aguarda a normalização da situação para retornar ao Brasil.

Ex-assistente de André Jardine na conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Gustavo Leal assumiu o comando do Tlaxcala em janeiro. O jogo contra o Tapatío foi remarcado para abril, e o compromisso do próximo fim de semana também pode ser afetado, já que a equipe segue impossibilitada de retornar à sua cidade de origem e de retomar os treinamentos.