Alunas de Petrópolis disputam campeonato nacional de flag football no primeiro ano do projeto
A inclusão do flag football nas aulas da rede municipal de Petrópolis já levou estudantes a uma competição de alcance nacional. Neste ano, alunas das escolas municipais Augusto Pugnaloni e Celina Schechner formaram a equipe feminina sub-15 que representou o município em um campeonato realizado no Rio de Janeiro, que reuniu 16 equipes.
A participação é resultado da parceria entre a Prefeitura e a NFL Brasil, que levou o programa NFL Flag para as escolas municipais. A iniciativa começou em março, com uma capacitação destinada aos professores no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava.
Após a formação, os profissionais passaram a aplicar os conhecimentos durante as aulas, permitindo que os estudantes tivessem contato com a modalidade e, posteriormente, chegassem às competições.
“Essas meninas chegaram a um campeonato nacional no primeiro ano do projeto, isso mostra a força do esporte na vida dos jovens. Queremos que mais estudantes tenham essa oportunidade”, afirmou o prefeito Hingo Hammes.
Modalidade amplia opções dentro das escolas
Para a secretária de Educação, Ana Carolina Kapler, a chegada de novas modalidades à rede municipal amplia as possibilidades de participação dos estudantes e pode ajudar a revelar novos interesses esportivos.
“Cada modalidade que entra na escola oferece possibilidade de participação. Há quem descubra ali uma prática com a qual se identifica e queira continuar”, comentou.
No flag football, os jogadores utilizam fitas presas à cintura. Para interromper a jogada, o adversário precisa retirar uma das fitas do jogador que está com a bola. A dinâmica substitui as quedas características do futebol americano tradicional e permite adaptar a prática esportiva para diferentes faixas etárias.
Competição amplia experiência das estudantes
Durante o Campeonato Nacional, as alunas tiveram a oportunidade de enfrentar equipes de outras localidades e vivenciar a modalidade em um ambiente diferente das aulas regulares.
A coordenadora de Esportes da Secretaria de Educação, Monique Priori, considera a experiência importante para a continuidade do projeto. Segundo ela, as referências adquiridas durante a competição podem ser levadas para os treinos e também incentivar outras estudantes a conhecerem o esporte.
“Elas levam para os treinos as referências de uma competição com outros times. E essa experiência também pode despertar nas colegas a vontade de começar. Queremos que mais meninas se vejam ocupando esse espaço”, destacou.

