Campos inicia levantamento inédito sobre população de cães e gatos para reforçar políticas de saúde
A Campos dos Goytacazes dará início a um levantamento inédito para mapear a população de cães e gatos no município, com atenção especial aos animais sem tutor ou semidomiciliados. A iniciativa é conduzida pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde de Campos e pela Subsecretaria de Atenção Primária à Saúde de Campos, vinculadas à Secretaria Municipal de Saúde.
A capacitação dos agentes responsáveis pela coleta de dados — entre eles, Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) — está marcada para os dias 5 e 6 de maio, com início da pesquisa de campo previsto para o dia 11.
Segundo o subsecretário Rodrigo Carneiro, o estudo representa um avanço estratégico para o município. A proposta é compreender como a presença desses animais impacta a saúde pública e animal, permitindo a criação de políticas mais eficazes de controle de zoonoses.
A iniciativa conta com apoio científico da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e do Instituto Oswaldo Cruz, por meio do Centro de Estudos, Pesquisas e Ambiente em Zoonoses (Cepaz). A parceria reforça o caráter técnico e acadêmico do levantamento, alinhado ao conceito de “Uma Só Saúde”, que integra saúde humana, animal e ambiental.
O estudo permitirá identificar áreas com maior concentração de animais, subsidiando ações de prevenção e controle de doenças como raiva, toxoplasmose, esporotricose e toxocaríase. Além disso, os dados devem aprimorar programas já existentes, como campanhas de vacinação antirrábica, castrações e atendimentos clínicos realizados pelo Centro de Controle de Zoonoses de Campos.
De acordo com o diretor do CCZ, Carlos Morales, o município ainda trabalha com estimativas, o que limita o planejamento. Com dados mais precisos, será possível otimizar recursos e ampliar as políticas públicas voltadas ao bem-estar animal e à saúde coletiva.
A expectativa é que o diagnóstico sirva como referência para outras cidades brasileiras, contribuindo para o avanço de políticas integradas em um tema que ganha cada vez mais relevância: a convivência entre humanos e animais nos centros urbanos.

