Petrópolis realiza simulado pioneiro para remoção de pessoas vulneráveis em áreas de risco
Em uma iniciativa inédita que integra prevenção, cuidado e planejamento estratégico, a Prefeitura de Petrópolis, em parceria com o Governo do Estado e o Centro Universitário Arthur Sá Earp Neto (Unifase), realizou no último sábado um simulado de desocupação de áreas de risco na Estrada da Saudade.
O exercício teve como foco o deslocamento de pessoas com deficiência e em situação de hipervulnerabilidade para locais seguros, simulando uma operação que poderá ser acionada em casos de previsão de chuvas intensas ou eventos climáticos severos. A proposta é estruturar um protocolo específico para a remoção antecipada desse público, considerando suas necessidades e o maior tempo de resposta exigido em situações de emergência.
O prefeito Hingo Hammes destacou a importância da articulação entre diferentes esferas para garantir uma resposta mais eficiente e humanizada. Segundo ele, a iniciativa busca proteger especialmente os grupos mais vulneráveis, que enfrentam maiores dificuldades em momentos de crise.
A construção do protocolo vem sendo desenvolvida nos últimos meses pela Secretaria de Estado de Saúde em conjunto com órgãos municipais, como Defesa Civil, Saúde e Assistência Social, e agora conta com o apoio técnico da Unifase por meio do projeto de extensão “Comunidade que Cuida da Vida”.
A estratégia prevê o acionamento do plano com base em alertas meteorológicos antecipados, possibilitando a mobilização prévia das equipes para o transporte seguro dessas pessoas a unidades de saúde, pontos de apoio ou residências de familiares, reduzindo riscos em situações de emergência.
O assessor da Secretaria de Estado de Saúde, Sérgio Simões, avaliou que a metodologia em desenvolvimento pode se tornar referência nacional, destacando a objetividade e a capacidade de antecipação do modelo.
A escolha da Estrada da Saudade para o simulado está relacionada ao projeto desenvolvido pela Unifase em parceria com a Defesa Civil na região, que já realiza o mapeamento de moradores com mobilidade reduzida e a definição de rotas de fuga. A coordenadora da iniciativa, professora Livia Teixeira, ressaltou a importância do diálogo com a comunidade na construção das soluções.
Durante o exercício, quatro moradores da comunidade do Fragoso foram transportados conforme o protocolo simulado: dois encaminhados a hospitais, um para a residência de um familiar e outro para um ponto de apoio na Escola Municipal Jorge Amado, demonstrando a viabilidade da operação integrada.
O secretário de Defesa Civil, Guilherme Moraes, destacou o caráter estratégico da ação para o planejamento do sistema de resposta a desastres. Já a superintendente de Atenção à Saúde, Fabíola Heck, enfatizou que o simulado permite identificar desafios práticos e aprimorar os protocolos voltados à segurança da população.
A expectativa é que os resultados do exercício contribuam para a finalização do protocolo, consolidando Petrópolis como referência em gestão de riscos com foco na inclusão e na preservação da vida.

