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Profissionais da Educação de Campos participam de seminário estadual sobre práticas antirracistas

Servidores da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) de Campos dos Goytacazes participaram do V Seminário Estadual por uma Educação Antirracista, promovido pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ). Realizado no auditório do órgão estadual, o encontro reuniu profissionais da educação para discutir estratégias de inclusão e o fortalecimento do ensino das relações étnico-raciais nas escolas públicas.

A iniciativa faz parte do Programa de Formação por uma Educação Antirracista e busca incentivar práticas pedagógicas que valorizem as identidades afro-brasileiras e indígenas. O seminário também teve como foco ampliar a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino.

Palestras e debates sobre diversidade

Um dos destaques da programação foi a palestra “Diversidade, Afetos e Educação: princípios para um currículo antirracista”, conduzida pelo professor e doutor Renato Noguera dos Santos Junior. O evento foi organizado em parceria com a Griot Consultoria, Arte, Cultura e Educação Ltda., dentro das políticas estaduais de promoção da igualdade racial na educação.

A programação também incluiu uma atividade cultural com a professora Keila Gomes e mesas de debate sobre o desenvolvimento do programa “Por uma Educação Antirracista” e a aplicação de práticas pedagógicas no cotidiano escolar.

A delegação de Campos contou com a participação da supervisora de Educação em Tempo Integral, Ana Márcia Scot; do supervisor de Arte, Edeilson Alves Fernandes; da articuladora municipal do CNCA, Paula Gomes de Azeredo; da gerente do Ensino Fundamental, Jossana Bartolazzi; do gerente de Diversidade e Inclusão, Diego Henrique Nascimento; da técnica em Acompanhamento de Gestão Escolar, Edilane Silva dos Santos Costa; da professora de Arte, Diana Barreto; e da professora de História, Polyyana Paes.

Educação antirracista exige mudanças nas práticas escolares

Para a gerente do Ensino Fundamental, Jossana Bartolazzi, a participação no seminário contribuiu para ampliar conhecimentos e fortalecer o compromisso com uma educação mais justa e igualitária. Ela destacou que as discussões sobre a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), assim como as contribuições dos palestrantes, reforçaram que a educação antirracista não se limita ao cumprimento da legislação.

Segundo a educadora, esse processo exige mudanças de mentalidade, revisão das práticas pedagógicas e reconhecimento das diferentes histórias e identidades que formam a sociedade. Ela também ressaltou a importância de enfrentar estruturas que reproduzem desigualdades e construir ambientes escolares que valorizem a ancestralidade e respeitem as diferenças.

A articuladora municipal do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), Paula Gomes de Azeredo, avaliou que o encontro reafirmou a necessidade de uma educação pública comprometida com a equidade, a diversidade e o enfrentamento ao racismo.

Com atuação nas áreas de alfabetização e letramento, Paula defendeu que esse trabalho comece desde a infância, por meio de atividades que reconheçam a ancestralidade, a história e os conhecimentos da população negra.

“Uma educação antirracista se constrói diariamente, nas escolhas pedagógicas, nos currículos e nas relações que estabelecemos com nossas crianças”, afirmou.

Para ela, é fundamental garantir que cada estudante possa reconhecer sua identidade e encontrar na escola um espaço de pertencimento, respeito e oportunidades.