Projeto da Unifase estimula inovação alimentar e empreendedorismo entre estudantes de Nutrição
A busca por uma alimentação mais saudável, funcional e com menor grau de industrialização tem ampliado as oportunidades de atuação na indústria de alimentos. Nesse cenário, o curso de Nutrição da Unifase desenvolve o Projeto Integrado da Nutrição (PIN), iniciativa que desafia alunos do 4º período a criar produtos inovadores aliados a um plano de negócios completo.
Com a temática da Copa do Mundo, os estudantes foram incentivados a desenvolver soluções voltadas tanto para atletas quanto para torcedores, unindo conceitos de empreendedorismo, ciência dos alimentos e sustentabilidade. Segundo a coordenadora do curso, professora Thaise Gasser, a proposta busca preparar os futuros profissionais para diferentes áreas de atuação.
“Nossa intenção é capacitar o aluno em todas as etapas que envolvem o desenvolvimento de um novo produto, para que ele tenha a possibilidade de atuar nesse segmento futuramente”, destacou.
Entre os projetos apresentados está o “Hat Trick”, um kit composto por duas barras funcionais. A primeira, elaborada com beterraba em pó, é rica em nitrato e destinada ao consumo pré-treino. A segunda, produzida com tâmara e leite em pó desnatado, é voltada para a reposição energética no pós-treino. O produto foi submetido à avaliação de atletas da equipe sub-20 do Serrano Futebol Clube, que analisaram aspectos como sabor, textura e aparência.
Voltado ao público que acompanha os jogos, outro grupo criou a “PopGol”, uma pipoca proteica produzida com albumina, livre de glúten e lactose. Além do apelo nutricional, o produto se destaca pela proposta sustentável: a embalagem pode ser reutilizada e transformada em terrário ou porta-lápis.
“Nosso foco também foi a sustentabilidade, pensando em um produto que gerasse menos impacto ambiental e tivesse uma segunda utilidade após o consumo”, explicou a estudante Maria Clara Braga.
Os trabalhos foram avaliados por uma banca formada por professores da Unifase, que considerou critérios nutricionais, funcionais e comerciais. De acordo com o professor José Ferrari, a análise incluiu aspectos estratégicos relacionados ao mercado.
“Avaliamos fatores como público-alvo, posicionamento, diferenciais competitivos e viabilidade comercial, aproximando os estudantes dos desafios reais da inovação no setor alimentício”, afirmou.
Desenvolvido nos laboratórios do Centro de Nutrição e Gastronomia da instituição, o projeto integra atividades como análises físico-químicas, testes sensoriais e planejamento estratégico. A iniciativa busca proporcionar uma formação prática e multidisciplinar, preparando os futuros nutricionistas para atuar em um segmento em expansão e ainda pouco explorado pela profissão.

