Unifase celebra 25ª Semana de Enfermagem com debates sobre inovação, cuidado humano e legado de Irmã Dulce Bastos
Referência na formação em saúde há quase seis décadas, a Unifase promoveu nesta semana a 25ª edição da Semana de Enfermagem, reunindo estudantes, profissionais e professores em torno do tema “Do legado à inovação: memórias, práticas e perspectivas da Enfermagem na construção do cuidado”. Realizado em parceria entre o curso de graduação em Enfermagem e o Curso Técnico de Enfermagem da Escola Técnica Irmã Dulce Bastos, o evento trouxe reflexões sobre os desafios contemporâneos da profissão diante das transformações sociais, climáticas e tecnológicas. “A tecnologia não vem para facilitar a nossa vida no sentido de desocupar o nosso tempo, mas sim para que tenhamos mais tempo para estar com nosso paciente, ouvindo e sabendo cuidar”, destacou a professora Kamila Malheiros, uma das organizadoras.
A programação abordou temas como saúde mental, enfermagem robótica, equidade nos tratamentos, cuidados paliativos e atendimento a populações vulneráveis, sempre reforçando que o cuidado humanizado permanece essencial na prática profissional. “Precisamos pensar sobre como formar uma enfermagem que seja transformadora da realidade”, afirmou Natália Duarte, coordenadora do curso de graduação. Já Roberta Brand, coordenadora do curso técnico, ressaltou a necessidade de integrar tecnologia e assistência humanizada. “Temos muitos estudantes jovens, bem tecnológicos, então é preciso adaptar essa tecnologia à realidade da assistência, mas sem esquecer que o nosso cuidado nunca será substituído”, pontuou. O encontro também contou com a presença de ex-alunos, como o enfermeiro Wesley Ximenes, formado em 2025 e atualmente atuando no ambulatório LGBTQIA+ de Petrópolis.
A abertura da Semana de Enfermagem foi marcada por momentos de emoção e homenagem. Além do tradicional acendimento da lâmpada, símbolo histórico da profissão, o evento prestou tributo à Irmã Dulce Bastos, que dedicou mais de 50 anos à formação de técnicos em Enfermagem e faleceu este ano. Uma placa em sua memória foi inaugurada e será instalada no corredor das salas do curso técnico. “Um de seus traços mais marcantes foi o amor às pessoas que necessitavam de cuidado. Ela sempre teve o olhar voltado para aqueles que não tinham direito algum, para os pobres e os mais necessitados”, recordou Irmã Irma Guizzo, coordenadora do convento Madre Regina. Para Maria Thereza de Sá Earp, diretora da Escola Técnica Irmã Dulce Bastos, o legado da homenageada segue vivo na formação humanizada dos estudantes da instituição.

