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Eliminação do Brasil na Copa deixa clima de frustração em cidades do interior do Rio

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 repercutiu de forma intensa nas cidades do interior do Rio de Janeiro, onde a tradição de acompanhar os jogos em bares, praças e espaços públicos segue mobilizando milhares de torcedores. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, no último domingo, encerrou a participação brasileira no torneio e marcou a pior campanha da equipe em uma Copa do Mundo desde 1990.

Em municípios como Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Volta Redonda, Vassouras, Três Rios e Paraíba do Sul, o clima de festa deu lugar ao silêncio à medida que a seleção viu a classificação escapar. Reuniões organizadas para acompanhar a partida terminaram com a dispersão dos torcedores e um sentimento coletivo de decepção diante da eliminação precoce.

Em Petrópolis, a expectativa era ainda maior pela presença do atacante Luiz Henrique, natural da cidade, entre os convocados para a Copa. Apesar da expectativa em torno do jogador, o atleta teve participação limitada durante a campanha brasileira, o que aumentou a frustração entre os moradores, que esperavam ver o petropolitano desempenhando um papel de maior protagonismo na equipe comandada por Carlo Ancelotti.

O confronto também ficou marcado pelo pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo, defendido pelo goleiro norueguês Orjan Nyland. O lance foi apontado por muitos torcedores como um dos momentos decisivos da partida, que acabou sendo definida pelos dois gols marcados por Erling Haaland na etapa final.

Nos acréscimos, Neymar converteu um pênalti e diminuiu a vantagem da Noruega, mas não evitou a eliminação. Após o apito final, o camisa 10 se emocionou em campo, protagonizando uma das imagens mais marcantes da despedida brasileira da competição.

Com o resultado, o Brasil ampliará o maior intervalo sem conquistar um título mundial. Caso não vença a próxima edição da Copa, em 2030, o jejum chegará a 28 anos desde a conquista do pentacampeonato, em 2002.

No interior fluminense, onde a Copa do Mundo continua sendo um dos eventos esportivos de maior mobilização popular, a eliminação encerrou dias de confraternização e expectativa. Bandeiras, enfeites e camisas da seleção começam a desaparecer das ruas, enquanto o sentimento predominante entre os torcedores é de frustração e esperança de que a equipe volte a disputar o título nas próximas edições do torneio.