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Horta Comunitária transforma campus da Unifase em espaço de aprendizado e sustentabilidade

Em meio à rotina acadêmica da Unifase, um espaço dedicado ao cultivo de alimentos, ervas e plantas medicinais vem fortalecendo a integração entre estudantes, professores e colaboradores. Mais do que produzir alimentos, a Horta Comunitária da instituição tornou-se um laboratório vivo de educação ambiental, promoção da saúde e convivência, onde teoria e prática caminham lado a lado.

A iniciativa surgiu a partir de discussões sobre sistemas alimentares desenvolvidas no curso de Nutrição e, ao longo do tempo, evoluiu para um projeto aberto a toda a comunidade acadêmica. O objetivo é estimular o cuidado com o meio ambiente, incentivar hábitos saudáveis e proporcionar experiências práticas relacionadas à sustentabilidade.

Atualmente instalada na cobertura do prédio anexo, a horta passará por uma importante expansão a partir de agosto, quando será transferida para uma área em solo, próxima ao Centro de Nutrição e Gastronomia. A mudança permitirá ampliar a diversidade de cultivos e fortalecer as atividades desenvolvidas no projeto.

“Essa mudança é muito importante porque o plantio diretamente no solo nos permitirá cultivar uma variedade maior de alimentos e plantas, algo que era mais limitado no espaço anterior. Com isso, conseguiremos expandir o projeto e oferecer ainda mais possibilidades de aprendizado e produção para a comunidade acadêmica”, explica a professora do curso de Nutrição, Nathalia Barreiros.

Coordenador da iniciativa, o professor Paulo Sá destaca que o propósito da horta vai além da produção de alimentos.

“Mais do que produzir alimentos, queremos estimular a valorização do meio ambiente, fortalecer a compreensão de que a saúde humana está diretamente ligada à saúde do planeta e promover reflexões sobre sustentabilidade, regeneração ambiental e alimentação saudável”, afirma.

Os estudantes participantes atuam em uma escala semanal de manutenção, acompanhando o desenvolvimento das plantas, realizando irrigação, manejo do solo e planejamento das atividades. Segundo Nathalia, muitos ingressam no projeto em busca de horas complementares, mas acabam encontrando um espaço de aprendizado e pertencimento.

“Hoje temos alunos principalmente dos primeiros períodos, que chegam motivados pelas horas complementares, mas acabam descobrindo um espaço de pertencimento e aprendizado muito rico. Eles compreendem, na prática, como alimentação, meio ambiente, saúde mental e qualidade de vida estão profundamente conectados”, ressalta.

A proposta também incentiva o uso coletivo do espaço. Quem circula pela horta pode colher ervas para preparar chás, levar hortaliças para casa ou complementar a alimentação durante a permanência no campus.

“A horta é de todo mundo”, resume a professora.

Outro diferencial da iniciativa é a integração com o Projeto de Compostagem da Unifase, implantado em julho de 2025. Coordenada pela equipe de jardinagem da instituição, a ação transforma folhas, galhos e outros resíduos provenientes da manutenção das áreas verdes em composto orgânico utilizado na própria horta e nos jardins do Campus Barão e do Centro de Inovação Villa Santa Maria.

Em um ano de funcionamento, aproximadamente 22 toneladas de resíduos verdes deixaram de ser descartadas, reduzindo a geração de entulho e transformando um passivo ambiental em fertilizante natural. O composto produzido é incorporado ao preparo do solo, enriquecendo a terra e fortalecendo o desenvolvimento das plantas de forma sustentável.

A Horta Comunitária integra a política institucional de sustentabilidade da Unifase, que reúne programas permanentes de educação ambiental, coleta seletiva, ecopontos para arrecadação de óleo de cozinha usado, tampinhas plásticas e lacres de alumínio, além da inserção da temática da saúde planetária na formação acadêmica.

Mais do que um espaço de cultivo, a horta reafirma o compromisso da instituição com uma formação que alia excelência acadêmica, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, preparando profissionais conscientes da importância da preservação ambiental e da promoção da saúde para a construção de um futuro mais equilibrado.