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Irregularidade na coleta de lixo preocupa moradores e comerciantes de Itaipava

A falta de regularidade na coleta de lixo em Itaipava tem provocado reclamações de moradores e comerciantes, que relatam dificuldades causadas por interrupções frequentes no serviço. Segundo a associação Unita (Unidos por Itaipava), a operação tem ocorrido sem um calendário fixo, alternando períodos de atendimento em determinadas regiões e ausência de coleta em outras, o que favorece o acúmulo de resíduos nas vias públicas.

De acordo com a entidade, a situação ultrapassa a questão da limpeza urbana e afeta diretamente a rotina do distrito, cuja economia depende fortemente do turismo, da gastronomia e do comércio. A ausência de previsibilidade no serviço tem gerado transtornos tanto para a população quanto para empresários locais.

Moradores afirmam que o caminhão da coleta deixou de seguir uma programação definida. Em alguns dias, o serviço ocorre normalmente, enquanto em outros há interrupções sem comunicação prévia. O problema, segundo os relatos, se intensifica nos fins de semana, quando Itaipava recebe um número maior de visitantes e, consequentemente, registra aumento na produção de resíduos.

A justificativa apresentada com frequência pelo poder público para as dificuldades na coleta seria o descarte irregular de entulho. No entanto, a Unita argumenta que o principal problema observado é o acúmulo de lixo doméstico e orgânico. Um dos registros feitos pela entidade mostra uma lixeira localizada na Rua Almirante Fernandes, esquina com a Estrada União e Indústria, completamente encoberta por sacos de lixo.

Para o presidente da Unita, Alexandre Plantz, a falta de previsibilidade compromete um serviço considerado essencial.

“A população não sabe mais quando o caminhão vai passar, e isso não pode ser considerado normal. Um serviço essencial precisa funcionar com regularidade e planejamento”, afirmou.

O secretário da associação, Fabrício Santos, destaca que o problema vai além da questão estética e pode trazer impactos à saúde pública e ao meio ambiente.

“Não é aceitável que moradores, empresários e visitantes convivam com montes de lixo espalhados pelas ruas”, ressaltou.

Segundo a entidade, o cenário ocorre em meio aos desafios enfrentados pelo município de Petrópolis para manter o serviço de coleta de resíduos, em um contexto de impasses administrativos e jurídicos relacionados à contratação da empresa responsável. Diante da situação, a prefeitura recorreu a uma contratação emergencial para garantir a continuidade da coleta no município.

Moradores e comerciantes defendem a implantação de um cronograma fixo de coleta, com maior previsibilidade e regularidade, como forma de reduzir os transtornos e preservar a imagem de Itaipava, um dos principais destinos turísticos da Região Serrana do Rio de Janeiro.