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Mercado de trabalho do Rio gera 57 mil empregos em 2026, mas registra desaceleração

O mercado de trabalho formal do Rio de Janeiro continua apresentando saldo positivo em 2026, mas em um ritmo inferior ao registrado no ano passado. Dados levantados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontam a criação de 57.449 vagas formais entre janeiro e julho deste ano. Somente em julho, foram 1.260 novos postos de trabalho.

Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma desaceleração em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado havia criado 65.938 empregos. Segundo a análise da Firjan, trata-se do pior desempenho para os primeiros sete meses de um ano desde o período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando o Rio perdeu cerca de 209 mil postos de trabalho.

Serviços concentram maior número de vagas

O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no estado em 2026. Entre janeiro e julho, foram criadas 45.766 vagas no segmento, resultado superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o setor abriu 40.748 postos.

A Indústria aparece na sequência, com saldo de 14.232 empregos no acumulado do ano. O desempenho, no entanto, ficou abaixo do registrado entre janeiro e julho de 2025, quando foram geradas 21.881 vagas. A Construção Civil contribuiu para o resultado, mas o setor também apresentou sinais de perda de ritmo nos últimos meses.

Na Agropecuária, o saldo foi de 1.922 novos empregos, ligeiramente acima dos 1.879 postos criados no mesmo período do ano passado.

Comércio tem saldo negativo

O cenário mais desfavorável entre os principais setores da economia fluminense foi registrado no Comércio. O segmento acumulou saldo negativo de 4.471 vagas nos primeiros sete meses de 2026.

O resultado representa uma mudança significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando o Comércio havia registrado a abertura de 1.430 postos de trabalho. Os números indicam uma perda de força do setor diante das condições econômicas atuais.

Manutenção e construção lideram contratações

Entre as ocupações que mais contribuíram para a geração de empregos no estado estão os trabalhadores responsáveis pela manutenção de edificações, que registraram saldo de 11.673 vagas.

Os ajudantes de obras civis aparecem em segundo lugar, com 7.626 novos postos, seguidos pelos agentes administrativos, com 6.084. Também se destacaram os profissionais de almoxarifado, com 4.953 vagas, e os auxiliares de alimentação, que somaram 3.681 empregos.

Os dados mostram que, apesar da desaceleração do mercado de trabalho fluminense em relação a 2025, áreas ligadas à prestação de serviços, manutenção, construção e atividades de apoio continuam concentrando parte relevante da demanda por mão de obra no estado.