Mobilidade de Itaipava volta ao centro dos debates com propostas para desafogar o trânsito
A mobilidade urbana voltou a ocupar espaço central nas discussões sobre o futuro de Itaipava. Em reunião realizada nesta semana pela Associação Unidos por Itaipava (Unita), moradores e empresários apresentaram a representantes políticos propostas consideradas estratégicas para enfrentar os problemas de trânsito que afetam diariamente o distrito.
Entre as principais medidas debatidas estão a retomada das obras de alargamento da Rua Joaquim Agante Moço e a antecipação da construção da ponte que deverá conectar a BR-040 à BR-495, na região do Bramil. O encontro contou com a participação de Eduardo Paes, Pedro Paulo, Hugo Leal e do presidente da Câmara de Vereadores, Junior Coruja.
Obras na Rua Joaquim Agante Moço podem ser retomadas
Uma das demandas que avançaram durante a reunião envolve a Rua Joaquim Agante Moço, localizada nos fundos do Parque de Exposições. A intervenção, iniciada em 2024 e posteriormente paralisada, prevê o alargamento e a pavimentação da via para criar uma alternativa à Estrada União e Indústria, atualmente um dos principais corredores de circulação de Itaipava.
Segundo a entidade, uma emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Hugo Leal possibilitou o avanço do processo. O projeto agora depende de trâmites junto à Caixa Econômica Federal para que os recursos sejam direcionados e as obras possam ser retomadas.
A Unita acompanha o andamento da proposta e cobra agilidade na liberação dos recursos. A associação também defende o prolongamento da via até a região de Bonsucesso, com a construção de uma ponte que permita a ligação entre as duas margens e forme um novo corredor de circulação.
Entidade cobra antecipação de ponte na BR-040
Outra proposta apresentada durante o encontro foi a antecipação da chamada ponte em diamante, na altura do Bramil, prevista no cronograma da concessão da Elovias para 2030. A estrutura deverá criar uma ligação entre a BR-040 e a BR-495, ampliando as alternativas de acesso e distribuição do fluxo de veículos na região.
De acordo com a Unita, Hugo Leal informou que já protocolou solicitações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Ministério dos Transportes para tentar antecipar o cronograma da obra.
O presidente da Unita, Alexandre Plantz, afirmou que a associação pretende manter uma atuação independente e apartidária, cobrando resultados de diferentes esferas do poder público.
Para a entidade, o principal desafio agora é transformar as propostas discutidas em intervenções concretas. A expectativa é que a retomada das obras da Rua Joaquim Agante Moço e a busca pela antecipação da nova ligação entre as rodovias contribuam para criar alternativas ao fluxo atualmente concentrado na Estrada União e Indústria.

