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Niterói recebe Congresso Brasileiro de Energia Solar e reforça agenda de transição energética

Niterói sedia até sábado (31) o XI Congresso Brasileiro de Energia Solar (CBENS 2026), realizado no Distrito de Inovação da Cantareira. O evento reúne representantes da academia, do setor produtivo e do poder público para discutir avanços na conversão de energia solar e no uso de fontes renováveis. A iniciativa também destaca o papel do município no incentivo à ciência, à tecnologia e à inovação voltadas à transição energética.

Na cerimônia de abertura, a vice-prefeita e secretária municipal de Resiliência e Clima, Isabel Swan, representou o prefeito Rodrigo Neves e ressaltou a importância de aproximar o conhecimento científico das políticas públicas e da iniciativa privada.

Ela mencionou o planejamento estratégico Niterói Que Queremos 2050 e destacou a contribuição da energia solar para transformar a matriz energética e reduzir as emissões de carbono. “Queremos que Niterói se torne essa ponta de lança para o Brasil”, afirmou.

Congresso fortalece integração entre ciência e inovação

Esta é a primeira edição do congresso realizada no estado do Rio de Janeiro. A escolha de Niterói está alinhada à estratégia municipal de ampliar o protagonismo da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento da cidade.

Nesse contexto, o Distrito de Inovação da Cantareira funciona como um espaço de aproximação entre universidades, centros de pesquisa, empreendedores e empresas. O congresso também se conecta às metas de longo prazo do município nas áreas de sustentabilidade, redução das emissões de gases de efeito estufa e resiliência climática.

O coordenador-geral do CBENS 2026 e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gilberto Figueiredo Pinto Filho, destacou a articulação entre as instituições responsáveis pela realização do encontro. Ele agradeceu à Associação Brasileira de Energia Solar (ABENS), à UFF e à Prefeitura de Niterói pela colaboração na organização.

Já a presidente da ABENS e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marília Braga, enfatizou a responsabilidade da comunidade científica no desenvolvimento de soluções para uma transição energética justa, inclusiva e sustentável.

A mesa de abertura também contou com a participação de Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega, Rodrigo Ramalho, Bruno Campos Pedrosa e Elvanie Nicoletti.

Parque Solar do Morro da Boa Vista integra ações do município

Além de sediar debates sobre energias renováveis, Niterói desenvolve projetos voltados à ampliação do uso da energia solar. Um dos exemplos é o Parque Solar do Morro da Boa Vista, em São Lourenço, inaugurado em julho de 2026.

Segundo a Prefeitura, o empreendimento é a primeira usina solar municipal instalada em uma comunidade no país. O projeto recebeu investimento de R$ 7,7 milhões e ocupa uma área de aproximadamente 36 mil metros quadrados.

A previsão é de que a usina produza cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) por mês, destinados ao abastecimento de equipamentos públicos. A iniciativa também contempla a recuperação da área, obras de drenagem, captação de água da chuva e medidas de proteção da encosta.

“A política pública e a gestão pública precisam ser feitas a partir de uma visão de longo prazo”, declarou Isabel Swan.

A energia solar também está presente no Distrito de Inovação da Cantareira e faz parte de uma estratégia municipal mais ampla, que inclui ações de adaptação às mudanças climáticas e soluções baseadas na natureza.