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Projeto transforma férias de crianças com autismo em experiência lúdica e terapêutica em Nova Iguaçu

As férias escolares ganharam um significado especial para mais de 800 crianças atendidas pelos Centros de Diagnóstico e Reabilitação do Transtorno do Espectro Autista (TEAbraçar), em Nova Iguaçu. As unidades desenvolveram o projeto “Celeiro do TEAbraçar”, iniciativa que une brincadeiras, contato com animais e atividades sensoriais ao processo terapêutico, promovendo acolhimento, desenvolvimento e inclusão.

Inspirada no ambiente de uma fazenda, a programação oferece experiências que estimulam habilidades importantes para o desenvolvimento infantil sem interromper o trabalho realizado durante as terapias. Entre as atividades estão interação com coelho, galinha, pato, ovelha e o cabrito Fred — mascote do TEAbraçar 3 —, além de ordenha em uma vaca de papelão, coleta de ovos no galinheiro, pescaria das emoções, quebra-cabeças, construção de palavras, pareamento de sombras, piquenique e vivências em uma horta sensorial.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, a proposta foi planejada para que as crianças continuem desenvolvendo competências essenciais de forma leve e divertida.

“Enquanto brincam e exploram o ambiente da fazenda, elas seguem estimulando habilidades importantes para o desenvolvimento, unindo cuidado, aprendizado e acolhimento humanizado”, destacou.

As atividades foram elaboradas pelas equipes multidisciplinares do TEAbraçar para fortalecer aspectos como coordenação motora, linguagem, percepção, interação social e autonomia.

A diretora da unidade, Luana Soares, ressalta que o diferencial do projeto está na combinação entre técnica e afeto.

“Foi uma experiência divertida, que despertou emoções nas crianças sem deixar de trabalhar os objetivos terapêuticos. Além da técnica, existe muito carinho, acolhimento e amor em cada atividade”, afirmou.

A psicopedagoga Cláudia Valesca explica que a temática da fazenda tornou o processo de aprendizagem mais atrativo.

“Eles estão encantados com tudo o que está acontecendo. Conseguimos perceber avanços no desenvolvimento da linguagem, da escrita e da aprendizagem por meio dessas atividades lúdicas”, disse.

O entusiasmo também é compartilhado pelas famílias. Apaixonado por vacas, o pequeno Yan Arthur, de seis anos, aproveitou a ordenha simbólica e fez amizade com o cabrito Fred. A avó, Ana Carla, conta que o acompanhamento no TEAbraçar trouxe mudanças importantes.

“Aqui é maravilhoso. Todos os dias ele pergunta se tem terapia. Percebemos que ficou mais calmo, melhorou até a forma de dormir e de se vestir”, relatou.

Outras famílias também destacam a evolução das crianças. A mãe de Eliane Maria, de oito anos, afirma que a convivência em casa melhorou significativamente desde o início do tratamento. Já Jéssica Bauer conta que a filha Elizabeth, de sete anos, aguarda com ansiedade cada dia de atendimento e se encantou com o ambiente preparado pelo projeto.

Com iniciativas como o “Celeiro do TEAbraçar”, a Prefeitura de Nova Iguaçu reforça a política de humanização no atendimento às crianças com Transtorno do Espectro Autista, mostrando que o brincar também pode ser uma poderosa ferramenta de desenvolvimento, aprendizado e inclusão.