São João da Barra avança em estudo para conter erosão costeira em Atafona e Açu
São João da Barra deu mais um passo no enfrentamento da erosão costeira que atinge áreas críticas como Atafona e Açu. De acordo com publicação recente no Diário Oficial, foi mantida como vencedora da Concorrência nº 001/2025 a empresa Caruso Jr. Estudos Ambientais & Engenharia Ltda., responsável pela elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).
O extrato da decisão aponta que houve provimento parcial de recurso apresentado por outra participante, sem alteração no resultado final do processo. Com isso, o município avança para uma etapa considerada essencial: a produção de um diagnóstico técnico detalhado que servirá de base para futuras intervenções de contenção do avanço do mar.
A prefeita Carla Caputi destacou que o estudo é uma exigência legal e técnica para viabilizar soluções efetivas. Segundo ela, o investimento estimado gira em torno de R$ 7 milhões, com parte dos recursos obtida por meio de articulação parlamentar. A elaboração do EVTEA também atende a condicionantes estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, etapa necessária para captação de recursos federais.
A erosão costeira é hoje um dos principais desafios ambientais do município, especialmente em Atafona, onde o avanço do mar já destruiu centenas de imóveis e transformou profundamente a paisagem. O caso se tornou emblemático no Norte Fluminense, evidenciando os impactos combinados de mudanças climáticas e ocupação desordenada da faixa litorânea.
A expectativa da administração municipal é de que a ordem de serviço seja emitida nas próximas semanas, permitindo o início dos estudos. A partir desse levantamento técnico, serão definidas as alternativas mais adequadas para enfrentar o problema, que exige atuação integrada entre município, estado, União e órgãos ambientais.
Mais do que uma etapa burocrática, o estudo representa o ponto de partida para uma resposta estruturada a um fenômeno complexo — e cada vez mais urgente — que coloca em risco não apenas o território, mas também a história e o futuro de São João da Barra.

