FERJ capacita árbitros e clubes em workshop sobre as Regras do Jogo para o segundo semestre de 2026
O Departamento de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (DEAF) realizou, ao longo de dois dias, o “Workshop Arbitragem – Regras do Jogo 2026”, reunindo cerca de 110 árbitros e assistentes, além de aproximadamente 50 representantes dos clubes que disputarão as competições estaduais no segundo semestre. O encontro teve como objetivo atualizar os participantes sobre as mudanças nas regras e uniformizar os critérios de arbitragem para o restante da temporada.
A capacitação foi coordenada pelo diretor-geral do DEAF, Jorge Rabello, e contou com a participação do vice-presidente de Competições da FERJ, Marcelo Carlos do Nascimento Vianna, do gestor da Divisão de Escalas, José Carlos Santiago de Andrade, do gestor da Divisão Técnica do DEAF, Jackson Lourenço Massara dos Santos, e de Marcelo Silva Nascimento, integrante da Divisão Técnica.
Durante o workshop, foram apresentadas as principais atualizações das Regras do Jogo para 2026, com foco na padronização de procedimentos relacionados ao tempo de jogo, protocolos do VAR, reposições de bola, interferências externas e outras situações frequentes nas partidas.
Entre as mudanças destacadas está o reforço de medidas para tornar o jogo mais dinâmico. A partir desta temporada, jogadores terão até cinco segundos para executar cobranças de lateral e tiro de meta. O descumprimento do prazo poderá resultar na reversão da posse de bola ou na marcação de escanteio para a equipe adversária, conforme a situação. Também foi reforçada a regra que determina que o atleta substituído deixe o campo em até dez segundos. Caso o procedimento não seja cumprido, o substituto poderá ser obrigado a aguardar um minuto para ingressar na partida.
Outro tema de destaque foi o endurecimento das medidas disciplinares. A Federação orientou que jogadores que chutarem a bandeirinha de escanteio ou o escudo do adversário durante a comemoração de um gol deverão ser punidos com cartão vermelho.
O workshop também apresentou um protocolo para reduzir a pressão sobre a arbitragem durante as partidas. Em casos de reclamações excessivas, o árbitro deverá recuar dois passos e solicitar a intervenção do capitão da equipe. Persistindo o comportamento inadequado, o capitão poderá ser advertido com cartão amarelo e, em caso de reincidência, expulso.
Com a iniciativa, a FERJ busca garantir maior uniformidade na aplicação das regras, fortalecer a preparação dos profissionais de arbitragem e proporcionar mais transparência e segurança para clubes, atletas e torcedores nas competições estaduais.

