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Mangaratiba participa de audiência pública sobre duplicação da BR-101

A Prefeitura de Mangaratiba participou da audiência pública promovida pelo Ibama para apresentar e discutir o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto de duplicação da Rodovia Rio-Santos (BR-101). O encontro, realizado no Centro de Convenções Condado, no Sahy, reuniu representantes de órgãos públicos, empresas responsáveis pelos estudos, comerciantes, moradores e lideranças da região para debater os impactos e benefícios da obra.

O projeto prevê a duplicação do trecho compreendido entre os quilômetros 416 e 496,1 da BR-101, abrangendo os municípios de Mangaratiba e Angra dos Reis, em uma extensão de aproximadamente 80 quilômetros. Durante a audiência, foram apresentados os principais impactos ambientais e socioeconômicos identificados nos estudos, além das medidas previstas para reduzir os efeitos da intervenção, incluindo programas de compensação ambiental e social.

A reunião foi conduzida pelo superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, e contou com representantes da Motiva, da CCR e da empresa Tetra+, responsável pela elaboração dos estudos ambientais. Representando o município de Mangaratiba, participaram a secretária de Meio Ambiente, Natacha Kede, o secretário de Defesa Civil, Antônio Carlos Aniceto, o secretário de Tesouro, Marcello Rosa, e o subsecretário Adilson Câmara.

Além das apresentações técnicas, a audiência abriu espaço para que moradores, comerciantes e demais participantes pudessem apresentar questionamentos, sugestões e preocupações relacionadas ao empreendimento. Segundo o Ibama, todas as contribuições serão analisadas e poderão subsidiar o parecer técnico que definirá a viabilidade ambiental da duplicação da rodovia.

Considerada uma das principais obras de infraestrutura previstas para a Costa Verde, a duplicação da BR-101 é vista como estratégica para melhorar a mobilidade, aumentar a segurança viária e impulsionar o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de compatibilizar o avanço das obras com a preservação ambiental e a proteção das comunidades diretamente afetadas.